Tibério Vargas Ramos
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Tibério Vargas Ramos é Escritor Homenageado em sua terra natal
36ª Feira do Livro de Alegrete, de 20 de junho a 5 de julho de 2015, reverenciou o romancista autor de Acrobacias no Crepúsculo e Sombras Douradas
O escritor homenageado Tibério Vargas Ramos e o patrono Tabajara Ruas

O escritor homenageado Tibério Vargas Ramos e o patrono Tabajara Ruas

A 36ª Feira do Livro de Alegrete, realizada de 30 de junho a 5 de julho de 2015, no Largo do Centro Cultural, na Praça Oswaldo Aranha, teve como tema central a convergência entre Cinema e Literatura. Para resumir o diálogo entre as duas artes, foi escolhido como Patrono o escritor, historiador e cineasta Tabajara Ruas, nascido em Uruguaiana, e como Escritor Homenageado o romancista alegretense Tibério Vargas Ramos, ambos radicados em Porto Alegre desde a juventude, com longas carreiras no jornalismo da capital. O prefeito Erasmo Silva entregou o troféu a Tabajara Ruas e a vice-prefeita Fátima Castro Mulazzani a Tibério.

Vargas Ramos agradeceu a homenagem, dizendo-se muito feliz por ter partido de sua terra natal seu primeiro reconhecimento público como escritor. “Os organizadores desta Feira do Livro foram muito felizes ao relacionar Cinema e Literatura. A partir de 1900, quando surge o cinema, a narrativa mudou. Passamos a escrever com base no olhar”, afirmou para o público que lotava o salão de eventos em noite fria.

A seguir, entrevista que Tibério Vargas Ramos concedeu ao jornalista Paulo Antônio Berquó Farias, da Gazeta de Alegrete:

– O senhor sempre demonstrou orgulho em ser alegretense e jamais perdeu o vínculo com nossa cidade, apesar de ter construído sua vida profissional longe daqui. Como recebe a homenagem da Feira do Livro?

Recebo a indicação de Escritor Homenageado na Feira do Livro de Alegrete 2015 como uma generosidade dos meus conterrâneos. É o primeiro reconhecimento público que recebo como escritor e não podia ser mais significativo por ter partido da minha terra. Saí com 18 anos, mas volto com regularidade para me revigorar nas altas paredes da casa que o meu avô Eduardo comprou em 1927 na Mariz e Barros.

 

Tibério Vargas Ramos e a vice-prefeita Fátima Castro Mulazzani, que lhe entregou o troféu

Tibério Vargas Ramos e a vice-prefeita Fátima Castro Mulazzani, que lhe entregou o troféu

– Como o professor e o jornalista convivem com o escritor Tiberio Vargas Ramos? Cada atividade é exercida de forma distinta ou elas se confundem?

O jornalismo me mostrou como narrar o cotidiano, no magistério sempre procurei aprimorar conceitos e de certa forma me preparei o tempo todo para um dia me arriscar na construção de romances. Desde 1984 escrevia secretamente. Dizem que a gente tem apenas uma vida, de certa forma estou começando a minha terceira vida.

 

– Um recado para os jovens escritores que estão surgindo. Alguma dica?

Ler, ver bom cinema que abre para possibilidades múltiplas de narrativa, escrever, não se achar genial, ser o maior crítico de si mesmo, corrigir exaustivamente. Redigir é um ato solitário e nunca se sabe como aquele texto será recebido. É uma dúvida atroz. Escrever é uma doença, um ato de masoquismo contra si mesmo. Esteja preparado!

Publicado em 24/8/2015
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